A COLUNA PRESTES COMANDADA POR MIGUEL COSTA E LUÍS CARLOS PRESTES, INICIADA NO INTERIOR DO PAÍS, FOI FRACASSADA, LEVANDO PRESTES A ENTRAR NO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)
A Coluna Miguel Costa-Prestes, com o comando principal de Miguel Costa e de Luís Carlos Prestes (chefe de estado-maior), contou com lideranças de diversas correntes políticas, mas a maior parte do movimento era composta por capitães e tenentes da classe média, dando origem ao ideal de "Soldado Cidadão".
O movimento pregou reformas políticas e sociais e combateu o governo do então presidente, Artur Bernardes, e de Washington Luís, posteriormente, pelo interior do país. A Coluna Prestes percorreu 25.000 km pelo interior do Brasil, durante dois anos e meio. Em sua marcha, os seus integrantes denunciavam a miséria da população e a exploração das camadas mais pobres da sociedade pelos líderes políticos.
Apesar de enfrentar as tropas regulares do Exército ao lado de forças policiais de vários Estados, além de tropas de jagunços, estimulados por promessas oficiais de anistia, a Coluna Prestes não conseguiu a adesão da população. A longa marcha foi concluída em fevereiro de 1927, na Bolívia, perto de nossa fronteira, sem cumprir seu objetivo: disseminar a revolução no Brasil.
Dentre estas, a mais aguerrida e que forçou a retirada de Prestes para a Bolívia foi organizada pelo Coronel do sertão baiano, Horácio de Matos: o seu Batalhão Patriótico Chapada Diamantina iniciou a perseguição aos revoltosos, até a saída destes do território brasileiro, retornando como vitoriosos à cidade de Lençóis.
A Coluna Miguel Costa-Prestes poucas vezes enfrentou grandes efetivos do governo. Em geral, eram utilizadas táticas de guerrilha para confundir as tropas legalistas sobre a sua posição.
Apesar do fracasso da marcha, a Coluna Miguel Costa-Prestes ajuda a abalar ainda mais o prestígio da República Velha e a preparar a Revolução de 1930. Projeta, também, a figura de Luís Carlos Prestes, que posteriormente entra no Partido Comunista Brasileiro (PCB), tornando-se um mito. Prestes foi chamado por esta marcha de cavaleiro da esperança.
Por Natália Lemos
Referências bibliográficas
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